sábado, 8 de outubro de 2011

Sobre números, estrelas e a grande gaveta.

Deitei de barriga para cima e olhando pro teto, me  lembro de dizer pra mim mesma, que as estrelas, incontáveis lá no céu, eram como sentimentos. Não podemos medir, calcular, expressar por meio de tabelas ou gráficos. Não dá pra dizer: por ele sinto duas colheres de sopa de ciúmes e uma xícara de chá de amor; por ela sinto 2g de afeto e 25ml de irritação. Coração é complicado. Os números, por mais que minha vocação pra eles seja duvidosa, esses sim são simples, são concretos. Coração tem matemática própria, pro coração 1+1 às vezes é 3, às vezes é 2 e graças à Deus, depois de muita porrada, no meu caso, é 1. Aliás, somos 1. Pra que arrumar essa grande gaveta que se chama coração? Se alguma coisa aprendi entre tantas tentativas, foi que arrumá-la não é a solução, e que tudo se encaixa de forma predestinada, como num quebra-cabeça, cada pecinha pertence a seu lugar exclusivamente. Foi no meio de tantas pecinhas espalhadas dentro de mim, que conheci o tempo. Tempo e coração, melhores amigos. Não precisamos organizar nada, que mania chata essa nossa de acordar com a Maria e resolver que temos que enfileirar livros e sentimentos, tudo de uma vez só. Sentimentos deixam feridas e o remédio para fechá-las é... ele mesmo, não tem pra onde correr, o tempo. Não é preciso pânico, ele ensina, o tempo escancara a verdade na nossa cara, pode até demorar um pouquinho, mas ele não falha.

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