domingo, 9 de outubro de 2011

Abre a janela, menino.

Pesado. Como um saco de babatas inglesas. Assim defino como sinto meu coração nesse momento. Rezando pra que com um sopro, a poeira acumulada simplesmente desapareça, ou pelo menos se espalhe pra que não pese tanto. Minhas pálpebras exaustas só reagiriam a um único estímulo, tão natural, tão certo. Você aqui. Refletindo nos meus olhos negros e afagando meus cabelos molhados que roçam nas minhas bochechas coradas. Como pode ter dúvidas? Que maior prova posso dar, depois de ter-lhe entregado meu coração? Veja bem, menino, enxerga o que tens nas mãos, não deixe que escape a chance pelos vãos dos dedos que só assim são, por que nos teus dias não posso sempre estar. Abre a janela, menino. A janela, os olhos, a cabeça e o coração.

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