segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Excesso de bagagem.

Oi,
pensei em te escrever hoje, sabia? Escrevi, escrevi e não mandei, como sempre, porque na verdade, espero pelo dia em que vá me escrever pra contar que você tomou o ônibus errado e que a sua avó fez aquele doce que a gente gostava. Hoje é diferente aqui dentro, sabe? É uma saldada de sentimentos sem nome no meio da minha bagunça habitual. Não quero mais como queria, é como disse antes: hoje é diferente. Te quero bem, o que houver de melhor. Só queria olhar pra trás e não ter aquele frio na barriga ridículo que até hoje tenho. Quero saber da sua vida sem que eu tenha te matado 15 vezes na minha mente, enquanto você discorre sobre seu programa do fim de semana. Eu sei que não dá. Excesso de bagagem, a gente não faz ideia do preço que se paga por isso, principalmente quando se trata e uma mala pra duas pessoas, o excesso está ali e chega uma hora, e é nessa hora que começamos a pensar direito, que simplesmente percebemos que é necessário dividir a bagagem em dois. O destino já não é o mesmo, nem sabemos ainda aonde queremos chegar. Como podemos nos cobrar, se quando dividimos a bagagem ela míngua e vira bagagem de mão? Nossa mala ainda vai lotar de coisas diferentes, destinos diferentes, e aí quem sabe depois, tirando aquelas coisas que a gente só leva "se fizer frio" e "vai que a gente tem uma festa black tie..", conseguiremos juntar as malinhas e dobrar peça por peça, pra fazer caber sem ter que sentar ou abrir o extensor. Espero que apesar de todas as minhas metáforas idiotas, você que nada entende de letras, se dê pelo menos ao trabalho de procurar no google tradutor: traduzir de coração para retardado que só enxerga equações do 4º grau. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário