segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Right on track.
É tão engraçado como você não ri das piadas do filme que estamos vendo. Criando milhões de barreiras pra simplesmente não prestar atenção no que a tela enorme do cinema nos mostra. Sei que me acha uma boba por começar a rir enquanto te beijo e presto atenção no filme, e sei também que você só ri, porque eu rio e não porque você também achou a piada engraçada. Por algum motivo, você não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo, e eu, acelerada, transformo 4 horas de seu dia em furacão, bagunço tudo. Bagunça boa. Me encara a todo tempo, com tanta atenção que desvio o olhar, mordendo os lábios e com as bochechas coradas. Quando fala alguma coisa boba, eu sorrio e você ri, você ri e eu caio na gargalhada com sua risada engraçada. E aí me sinto feliz de poder dividir pequenos momentos com você. Acho graça de como sempre nos tratamos como amigos distantes quando nos encontramos, dando beijos na bochecha e não dando as mãos. Como se isso pudesse durar por mais de 5 minutos. Sua careta me pedindo beijo quando afasto meu rosto do seu, é algo que sempre vai me fazer rir, não importa quantas vezes você a faça, nunca vou me acostumar. Odeio quando você fica negativo, tenho vontade de te sacudir até você ficar feliz de novo. Você fala do meu bico, porque não pode ver o seu. E se minhas bochechas ficam doendo quando estou com você, não tem nada a ver com resistência muscular, é só você me deixando feliz.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Excesso de bagagem.
Oi,
pensei em te escrever hoje, sabia? Escrevi, escrevi e não mandei, como sempre, porque na verdade, espero pelo dia em que vá me escrever pra contar que você tomou o ônibus errado e que a sua avó fez aquele doce que a gente gostava. Hoje é diferente aqui dentro, sabe? É uma saldada de sentimentos sem nome no meio da minha bagunça habitual. Não quero mais como queria, é como disse antes: hoje é diferente. Te quero bem, o que houver de melhor. Só queria olhar pra trás e não ter aquele frio na barriga ridículo que até hoje tenho. Quero saber da sua vida sem que eu tenha te matado 15 vezes na minha mente, enquanto você discorre sobre seu programa do fim de semana. Eu sei que não dá. Excesso de bagagem, a gente não faz ideia do preço que se paga por isso, principalmente quando se trata e uma mala pra duas pessoas, o excesso está ali e chega uma hora, e é nessa hora que começamos a pensar direito, que simplesmente percebemos que é necessário dividir a bagagem em dois. O destino já não é o mesmo, nem sabemos ainda aonde queremos chegar. Como podemos nos cobrar, se quando dividimos a bagagem ela míngua e vira bagagem de mão? Nossa mala ainda vai lotar de coisas diferentes, destinos diferentes, e aí quem sabe depois, tirando aquelas coisas que a gente só leva "se fizer frio" e "vai que a gente tem uma festa black tie..", conseguiremos juntar as malinhas e dobrar peça por peça, pra fazer caber sem ter que sentar ou abrir o extensor. Espero que apesar de todas as minhas metáforas idiotas, você que nada entende de letras, se dê pelo menos ao trabalho de procurar no google tradutor: traduzir de coração para retardado que só enxerga equações do 4º grau.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Sempre vai passar.
Olha que coisa estranha, antes era tudo calmaria, de repente a maré muda e só de ver teu nome me bate uma onda de arrepio, levantando cada um dos pelos dos meus braços. Sem sentindo, algo que reprimo totalmente, que não quero e não me permito querer, mas que sinto com todas as células do meu corpo e com toda essa confusão aqui dentro. Sei que não será, que não é pra ser, e não gosto nem de acreditar que há um pouquinho de lógica nessa história toda, só quero que passe, que 2011 leve e guarde num baú, que tranque e jogue a chave no oceano índico. Nunca deveria ter passado os limites que eu mesma me impus, na verdade nem lembro de tê-lo feito, mas se estou aqui, vejo que em algum lugar fui falha. E agora onde vou, algo relacionado a você simplesmente brota do obscuro. Não consigo deixar de me culpar pelas oportunidades que Deus me deu e eu, como de praxe, ignorei. Mas não tomarei como Karma ou qualquer coisa parecida. Tomarei como lição, e nessa já estou craque. Eu. Mas meu corpo se recusa. Fico tonta por 10 segundos e nem consigo repetir teu nome. Só repito dentro de mim: já passou e sempre vai passar.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
EU NÃO SEI QUE NOME DAR A ESSE TEXTO, LÊ E ACREDITA. =)
Ontem eu não dormi, meu corpo pedia, mas a cabeça não deixava. E depois de muitas horas, conclui que não existe o certo e o errado e por isso não temos que nos preocupar com as escolhas feitas no passado, mas sim as do presente. O passado nunca vai mudar, ele estará sempre lá, como numa fotografia. Não existe remédio pro que ficou pra trás. Eu não sei nem se estou fazendo algum sentido (e me desculpe por isso), mas minha visão está tão ampla, está tudo tão nítido agora, que eu só estou mesmo interessada que alguém entenda da mesma forma que eu entendi, e se livre desses pesos mortos que vivem nas nossas costas. ACABOU. Começa tudo de novo, pega uma folha em branco e escreve a tua história a partir de agora, hoje. Não deixa pra depois. O presente e o futuro, são a mesma coisa, já parou pra pensar? Não estou dizendo pra você enterrar seu passado, não. Mas olhe pra ele, e perceba o tanto de esforço pra estar aqui hoje, pra poder contar sua história, mesmo que torta, mas a SUA, os erros, injustiças, e pontos negativos também fazem parte disso, e eles tem um motivo pra estarem lá atrás. Se por algum motivo você calhou de cair aqui, nesse texto, abre a tua cabeça. O mundo é muito maior do que o teu ponto de vista. Você só precisa transmitir o seu melhor, o universo vai conspirar a favor. Foca no que você quer, e não no que você não quer. Tem fé. Curte isso aqui, o intervalo é breve.
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